quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tower of Decadence

Continuando com as composições sinistras, dessa vez resolvi desenhar algo além de personagens (por mais que no caso sejam apenas monstros) e coisas do tipo, considerando então uma idéia que tive envolvendo um cenário - ou paisagem das trevas, que seja. Têm sido bacanas minhas sessões com esse tipo de arte, o que me leva a pensar em mais coisas para dar continuidade a isso.

Os desenhos de temática obscura (que em sua essência é meio abstrata) que tenho feito ultimamente me possibilitam ter uma certa liberdade para usar da minha imaginação sem haver a necessidade de ter um apuro elevado na técnica... Assim, traços soltos podem percorrer o papel e dar forma ao que eu for imaginando quase como se eu estivesse construindo uma imagem em minha mente. Isso me faz lembrar de como os sonhos que temos enquanto dormimos podem se originar de impressões diversas, sentimentos e pensamentos aleatórios que se manifestam inconscientemente quando alcançamos o estágio do chamado sono REM.

Mais uma vez, utilizei lápis 2B em dezesseis horas e meia de trabalho, complementando com aproximadamente uma hora de edição no Corel Photo-Paint X3.

Até mais.

domingo, 15 de abril de 2012

Pitty e sua guitarra

Priscilla Novaes Leone. Essa mulher já foi alguém muito importante para mim... Ainda é, de certa forma. Não como já foi na época em que a conheci. Ídolos decepcionam, afinal... Apesar de ter sido culpa minha não considerar seus avisos expressos de que ela na verdade é humana, e não a suprema deusa que eu vislumbrava em toda a minha ingenuidade. Bom, melhor deixar esse papo pra lá, está ficando patético.

Comecei a rabiscar esse retrato no final de 2011, e só o vim finalizar agora. O desafio foi complicado, por se tratar de um retrato diferente do convencional que não apenas se resume à representação de um rosto ou busto. Porém eu não podia ser intimidado pela complexidade do retrato de uma pessoa de corpo inteiro, quanto menos considerando a relevância do caso aqui. Tive que tomar vergonha na cara e retornar ao desafio... De todo modo, sei que ainda preciso praticar bastante para no futuro poder dominar por completo esse tipo de desenho.

Mas enfim, foram vinte e três horas de trabalho e mais uma e meia de edição no PC. A foto usada como referência foi esta: (clique para ver) . Além desse retrato finalizado há em andamento alguns de outras personalidades, os quais pretendo finalizar assim que possível. Um dia... um dia quero ter uma galeria pessoal de deusas do rock/metal magistralmente desenhadas por mim, MUAHAHAHAHA!

Até a semana.

sábado, 7 de abril de 2012

Brothers of Zhwarymorth

Apesar de apreciar o heavy metal e curtir as artes obscuras das capas de álbuns clássicos de bandas desse gênero, desenhar monstros sinistros e outras coisas macabras assim não é do meu feitio. Mas em algum momento eu teria que começar a tentar fazer algumas composições desse tipo, então, inspirado por algumas artes da minha musa Sofia, fiz esse desenho ali.

Desenhar coisas feias não é complicado, em geral, então não me foram necessárias mais do que 6 horas para finalizar a composição acima (pro meu padrão lento de trabalho, isso é bem rápido). Nessa composição valorizei um traçado mais livre, rabiscado, utilizando um lápis 2B, e assim tive que utilizar muito pouco a borracha. Depois que escaneei o desenho, o editei brevemente e alterei os tons em cinza para os tons avermelhados afim dar um aspecto mais, digamos, infernal ao resultado final, he, he. Enfim, foi divertido encarar essa arte tão diferente do que eu faço todos os dias.

Até mais.

domingo, 1 de abril de 2012

Shrek e amigos

Esse desenho aí na verdade foi feito em novembro do ano passado, para um pequeno concurso do qual eu havia decidido participar. No fim não ganhei nada além de boas horas de treinamento (como era esperado) e também não quis postar a arte por aqui. Achei que ficou bem simplezinha, até tosca - apesar da trabalheira costumeira que me deu - mas como ultimamente não tenho adicionado quaisquer desenhos à minha galeria, resolvi postar esse agora.

Que isso seja considerado apenas como uma tentativa de reproduzir com perfeição uma imagem no papel usando o lápis... Aliás, essa foi a referência que utilizei: (clique aqui para ver). No total foram pouco mais de dezoito horas de trabalho, e minha lerdeza pra desenhar não é mentira, apesar desse dia primeiro de abril!

Até breve.

sábado, 31 de março de 2012

"It's me! Mario!"

Quem nunca jogou uma só partidinha de Super Mario Bros.? Clássico absoluto da era onde os videogames estavam começando a evoluir daquele monte de pixels indefinidos vistos nos minigames do Atari para a até então nova super máquina de jogos de 8 bits, conhecida como Nintendo Entertainment System (ou simplesmente NES), que iniciava sua invasão aos lares mundo afora...

Eu não vivi aquela época, mas tive a oportunidade de conhecer os lendários irmãos Mario jogando em um Game Boy Color, videogame portátil esse que era da minha irmã mais nova. Pouco depois disso joguei uma versão de Super Mario World lançada para o Game Boy Advance - que por sinal foi o primeiro que joguei nesse antigo console, o qual comprei com relativo custo.

Entrar literalmente pelo cano, nadar, voar, pisotear cascos de tartarugas e outros bichos, quebrar caixas com pontos de interrogação ou exclamação, comer cogumelos e flores de fogo (apimentadas), encontrar passagens e fases secretas, acabar com os capangas do poderoso chefão Bowser, derrotá-lo no final e ainda salvar a bela princesinha raptada são coisas únicas que apenas alguém que já passou férias no mundo do Super Mario conhece. Bons tempos aqueles... Por mais que os jogadores metidões da geração de videogames atual possam torcer o nariz para a descrição de um joguinho assim, tão "infantil", he, he.

Mas indo logo ao que importa... Esse bonequinho do encanador italiano da Nintendo na verdade não é um trabalho recente meu. Ele foi feito há mais ou menos cinco anos (é sério, tudo isso), com uma massa de biscuit (também chamada de porcelana fria) que consegui com minha irmã (de novo ela) na época em que ela estava fazendo um curso de modelagem para criar pequenos enfeites como aqueles que se coloca em geladeiras e afins.

Com alguns pedaços da massa modelei vários bonequinhos, sendo que o único deles que resistiu ao tempo foi esse aí do Mario. Ao invés de tinta eu usava lápis de cor aquareláveis com as pontas umedecidas em água para tingir as massas até obter a tonalidade ideal (ou quase) para cada uma. Era o recurso que eu tinha ao meu alcance, assim como as outras ferramentas improvisadas que utilizei, tais como palitos de dente, tampas de caneta e o que mais servisse para modelar.

Após anos longe da modelagem, recentemente resolvi voltar a tentar dar forma a alguma coisa utilizando um outro tipo de massa, que testei por acaso: a resina de epóxi. Inicialmente gostei dela, devido a sua consistência, mas depois me vi diante do desafio de precisar ser bem ágil no trabalho com ela porque a danada seca bem rápido (pode secar por completo em duas ou três horas). Eu jamais fui um escultor de verdade, então não tenho habilidade suficiente para modelar o que me vier à mente com facilidade.

Por outro lado, há tempos eu esperava por uma oportunidade para voltar a trabalhar com esse tipo de arte. Cedo ou tarde eu teria que começar a desenvolver técnicas decentes de escultura, mesmo que fosse usando como material uma simples resina de baixo custo. Nesse caso, a epóxi me surgiu como uma grata surpresa. Claro que provavelmente ainda vou demorar bastante para desenvolver uma técnica razoável que me permita materializar os frutos da minha imaginação, mas isso aí já é uma outra história...

A propósito, confesso que essa postagem aqui devia ter sido feita logo no início desse ano, mas acabei hesitando em fazer isso - até que me esqueci dela. Enfim, após quase três meses, aí está. E outra coisa, peço desculpas pelas fotos acima não estarem lá aqueeelas belezuras... Dá para notar que eu não sei fotografar nem meu nariz (quanto menos o do Mario), e a câmera que utilizei, de celular, também não ajudou tanto. Mas as imagens apresentadas conseguem ilustrar o texto, certo?

sábado, 10 de março de 2012

Kishina - RW-99X 2012

"A imersão aos pensamentos aleatórios não parece interferir no estado desse ambiente sombrio que é o entardecer... Isso quando se habitua à penumbra de algum calabouço mental nascido dos traumas fúnebres - antes adormecidos no passado, hoje reavivados no presente e, por consequência, ainda estarão atrelados ao futuro."

Cerca de oito horas desenhando a personagem... Mais quatro horas e meia trabalhando no cenário. E ainda três horas e meia para aplicar os tons em cinza... Total: pouco mais de dezesseis horas. Tempo até demais para quem planeja desenvolver histórias em quadrinhos, diz aí. Nesse mesmo tempo eu deveria ter desenhado quatro vezes mais do que isso, quer dizer, se fosse tão ágil quanto um artista profissional.

Mas a verdade é que a arte acima foi um desafio especial que eu tinha de superar. Ele surgiu no último fim de semana, quando por acaso me dei conta da minha perda de tempo em ficar navegando à toa na internet ou jogando games ao invés de procurar fazer coisa mais útil, como desenhar. Foi então que comecei a rabiscar no PaintTool SAI para sair da vagabundagem. Então, depois de uma semana, concluí o trabalho em cem por cento.

E esse é mais um daqueles desenhos que eu poderia não ter finalizado por completo. Significa que talvez não tivesse tido ânimo para desenhar nada além da personagem, desistindo assim da idéia do cenário ao redor dela, simplesmente por causa da minha inabilidade para lidar com isso. Carros, prédios, construções diversas, paisagens naturais... São temas que praticamente nunca assumem o foco principal de algum trabalho meu, nem são explorados em desenhos comuns. Posso até ter algumas noções razoáveis sobre perspectiva e conseguir desenhar alguns carrinhos e prédios, mas fazer algo além da figura humana é um lance em que dificilmente me arrisco.

Porém, não há como negar que a idéia de criar HQs está irrefutavelmente ligada à necessidade de saber desenhar cenários para ambientar os personagens que estiverem nelas. Por pouco que seja, é importante representar os ambientes... Assim sendo, que essa modesta ilustração acima seja apenas a primeira de várias outras que virão daqui em diante, como um preparo para meu futuro trabalho nas tais histórias em quadrinhos. Que a arte do mestre Katsuhiro Otomo (de Akira) me sirva como inspiração e exemplo (como foi o caso dessa vez) para o mundo de RW-99X!

Até mais.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Kishina - RW-99X

 "Imersão aos pensamentos não parece alterar o ambiente sombrio ao redor."

É, é isso, estou retornando após um mês sem postar qualquer coisa no blog (e no Deviant Art também). Jurei pela minha alma que postaria alguma arte antes do final dessa semana, e aí está. Tenho sido indisciplinado demais para desenhar na tela do computador nessas dias todos que se passaram, por isso inclusive não postei mais nenhum resultado tosco do meu treinamento de pintura digital. Quero voltar a isso depois... Mas é chato ter que ficar choramingando pela minha inconstância como desenhista. Então vou mudar de assunto.

RW-99X! Embora eu ainda seja um mero desafiante enquanto quadrinista, estou tendo várias idéias bacanas para finalmente começar a trabalhar em alguma HQ, em breve, mesmo que seja de uma forma bem modesta. A meta é simplesmente sair da estaca zero, e a primeira história que pretendo considerar é a do meu personagem Keanu, RW-99X. A garota ali, Kishina, também é uma das personagens principais, com um estilo visual influenciado pelo rock japonês (j-rock - ou visual kei, pra ser mais específico). Na verdade, a aparência dela nunca ficou muito bem definida em maiores detalhes para mim, mas para fazer esse desenho acima resolvi utilizar como referência a foto da primeira modelo que originalmente inspirou a criação da personagem... Aí sim, a verdadeira definição de todo o design acabou acontecendo. Me deu um belo trabalho, por causa de todo o detalhamento da roupa... Foram mais de dez horas de peleja no PaintTool SAI e no Corel Photo-Paint, desde o último sábado (quatro dias até aqui)! E olhe que a arte ainda não está cem por cento concluída, pois ainda falta finalizar um cenário como complemento. Quando tudo enfim estiver pronto, postarei por aqui.

A propósito, parabéns às mulheres pelo Dia Internacional da Mulher!

Até breve.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Rabiscos digitais - 02

Mais uma semana do meu treinamento rápido de pintura digital nas horas vagas diante da tela do PC. Dessa vez foram menos de sete horas, quase duas a mais do que o tempo da semana passada. Ainda é demais para simples rabiscos quaisquer, eu sei, mas acredito que vou demorar para desenvolver uma técnica realmente ágil... Ô, se vou!

Aos poucos vou tentando adicionar mais tons à minha pintura para não deixá-la com um aspecto colorido muito óbvio... Mas o sombreamento que tenho empregado ainda está fraquinho. Acho que também está faltando brilho... He, he, se eu for contar as falhas não vou parar mais, então é melhor eu considerar os pequenos progressos que vão acontecendo em minha arte digital.

Agora, talvez seja melhor me dedicar a alguma composição específica nessa outra semana que está começando ao invés de ficar apenas rabiscando coisas aleatórias. Já que estou conseguindo deixar o truque do grayscale de lado e pintando apenas com um pincel simples em combinação com a paleta de cores, pode ser que eu não encontre mais tantas limitações na hora de transmitir minhas idéias para a pintura.

Por ora, é só isso... Vou procurar preparar algo além desses rascunhos toscos para postar por aqui.

Até!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rabiscos digitais - 01

É, isso mesmo, simples rabiscos feitos digitalmente com uma tabletzinha... Nada muito pretensioso, portanto. A intenção é apenas desenvolver algumas técnicas para trabalhar com arte digital, algo que eu já devia estar fazendo desde que adquiri minha mesa digital, há cinco meses atrás. Já faz um tempinho desde que postei por aqui as duas (e únicas) pinturas que cheguei a concluir de verdade até o momento, e nesse tempo eu bem que poderia ter pintado bem mais na tela do PC, né...

O problema é que minha imperícia para lidar com coisas tais quais a teoria das cores (e a preguiça de estudar isso também) acabou me afastando desse tipo de arte, algo que apenas começou a mudar quando passei a me sentir meio que inferiorizado ao me deparar com o trabalho de caras mestres em arte digital como um tal de André Raqsonu. Mas uma outra pessoa que me impressionou por suas artes e me deu importantes dicas sobre colorização no PC foi a Taís Fantoni. Assim, seguindo a premissa da técnica dela, de nome grayscale, comecei a fazer rascunhos rápidos no PaintTool SAI em preto e branco, aplicando posteriormente sobre eles uma camada especial de tons coloridos. Como tenho menos dificuldade para lidar com tons de cinza do que com cores de verdade, esse truquezinho me serviu que foi uma maravilha.

É evidente que minha técnica e agilidade para lidar com a arte digital ainda têm muito a se aperfeiçoar, mas pelo menos consegui sair da inércia com esse treinamento cujo resultado inicial estou postando por aqui. E fiquei animado com isso, o que me levou a criar uma pasta específica em minha galeria no DA para ir adicionando novos testes assim que possível, daqui em diante. Claro que esses também serão postados no blog.

Inda chego lá!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Reflexões Artísticas DC - 04

E aqui estou eu de volta com mais uma reflexão-artística-DC-blablablá-tosca-qualquer! Absurdo... eu levei mais de vinte dias para dar continuidade (por escrito) a esses pensamentos sobre minha arte. Devo admitir que meu ritmo para desenhar diminuiu mais do que o normal desde o início desse mês, e eu tenho retornado aos velhos rascunhos inacabados de sempre. Sinal de involução, claro, mas é que continuo preocupado com alguns outros assuntos que nada têm a ver com a arte. Aqueles tais empecilhos da vida, sabe como é... Espero que essa situação melhore logo.

Contudo, apesar dessa aparente inércia, nesse tempo de quase um mês que passou tentei ao menos estudar as possibilidades quanto aos caminhos que devo seguir nesse 2012. Uma das conclusões as quais cheguei foi a necessidade de investir mais em desenhos experimentais e utilizando ferramentas variadas, como forma de explorar estilos diversos que me permitam trabalhar da forma mais natural e ágil possível, isso é, sem a costumeira exigência elevada do meu perfeccionismo. Não é uma conclusão realmente nova, mas fico intrigado com a minha teimosia em já não ter levado isso a sério há mais tempo. O fato é que se eu quiser progredir de verdade nesse 2012 terei que me arriscar mais em explorar idéias novas, conceitos diferentes, e parar de exigir tanto de mim mesmo como se ainda acreditasse que possuo um "poder artístico oculto supremo" que poderia aflorar a qualquer instante, me fazendo utilizar de toda a minha sabedoria em qualquer trabalho que eu viesse a fazer (tem um pouco de ironia aí, mas eu acreditava nessa história, há tempos).

Enfim, falando agora dos três desenhos acima... Eu havia começado a rabiscar aquela garota ali aleatoriamente em uma folha avulsa qualquer, em um daqueles momentos onde a única meta é desenhar algo que possa ficar legal e que saia o mais rápido possível. Isso após um dia comum de frustrações, sem sucessos obtidos com sessões de rascunhos em um treinamento supostamente despretensioso. E para minha surpresa, consegui obter um resultado satisfatório, mas que apenas foi percebido após o desenho ter sido escaneado e ido parar na tela do PC. É curioso isso, pois estranhamente eu sempre vejo meus desenhos melhor na tela... Deve ser o efeito hipnótico dos pixels. Bom, então alguns dias depois resolvi arte-finalizar com caneta esferográfica Bic simples, e aí apliquei os tons de cinza no PaintTool SAI. Essa arte poderia ter sido postada há semanas, mas apenas nesses últimos dias criei coragem para escrever um texto que completasse a postagem.

E é isso aí... Desenhos à lápis, à caneta ou coloridos digitalmente - ainda que sejam em preto e branco. São essas as três opções iniciais à minha disposição para que eu dê início ao meu trabalho com quadrinhos nesse ano de 2012. Com uma arte ágil em combinação com um roteiro simples, não terei desculpas para permanecer adiando minhas primeiras tentativas de criar HQs, após tanto tempo longe delas.

Até logo!