Quem nunca jogou uma só partidinha de Super Mario Bros.? Clássico absoluto da era onde os videogames estavam começando a evoluir daquele monte de pixels indefinidos vistos nos minigames do Atari para a até então nova super máquina de jogos de 8 bits, conhecida como Nintendo Entertainment System (ou simplesmente NES), que iniciava sua invasão aos lares mundo afora...
Eu não vivi aquela época, mas tive a oportunidade de conhecer os lendários irmãos Mario jogando em um Game Boy Color, videogame portátil esse que era da minha irmã mais nova. Pouco depois disso joguei uma versão de Super Mario World lançada para o Game Boy Advance - que por sinal foi o primeiro que joguei nesse antigo console, o qual comprei com relativo custo.
Entrar literalmente pelo cano, nadar, voar, pisotear cascos de tartarugas e outros bichos, quebrar caixas com pontos de interrogação ou exclamação, comer cogumelos e flores de fogo (apimentadas), encontrar passagens e fases secretas, acabar com os capangas do poderoso chefão Bowser, derrotá-lo no final e ainda salvar a bela princesinha raptada são coisas únicas que apenas alguém que já passou férias no mundo do Super Mario conhece. Bons tempos aqueles... Por mais que os jogadores metidões da geração de videogames atual possam torcer o nariz para a descrição de um joguinho assim, tão "infantil", he, he.
Mas indo logo ao que importa... Esse bonequinho do encanador italiano da Nintendo na verdade não é um trabalho recente meu. Ele foi feito há mais ou menos cinco anos (é sério, tudo isso), com uma massa de biscuit (também chamada de porcelana fria) que consegui com minha irmã (de novo ela) na época em que ela estava fazendo um curso de modelagem para criar pequenos enfeites como aqueles que se coloca em geladeiras e afins.
Com alguns pedaços da massa modelei vários bonequinhos, sendo que o único deles que resistiu ao tempo foi esse aí do Mario. Ao invés de tinta eu usava lápis de cor aquareláveis com as pontas umedecidas em água para tingir as massas até obter a tonalidade ideal (ou quase) para cada uma. Era o recurso que eu tinha ao meu alcance, assim como as outras ferramentas improvisadas que utilizei, tais como palitos de dente, tampas de caneta e o que mais servisse para modelar.
Após anos longe da modelagem, recentemente resolvi voltar a tentar dar forma a alguma coisa utilizando um outro tipo de massa, que testei por acaso: a resina de epóxi. Inicialmente gostei dela, devido a sua consistência, mas depois me vi diante do desafio de precisar ser bem ágil no trabalho com ela porque a danada seca bem rápido (pode secar por completo em duas ou três horas). Eu jamais fui um escultor de verdade, então não tenho habilidade suficiente para modelar o que me vier à mente com facilidade.
Por outro lado, há tempos eu esperava por uma oportunidade para voltar a trabalhar com esse tipo de arte. Cedo ou tarde eu teria que começar a desenvolver técnicas decentes de escultura, mesmo que fosse usando como material uma simples resina de baixo custo. Nesse caso, a epóxi me surgiu como uma grata surpresa. Claro que provavelmente ainda vou demorar bastante para desenvolver uma técnica razoável que me permita materializar os frutos da minha imaginação, mas isso aí já é uma outra história...
A propósito, confesso que essa postagem aqui devia ter sido feita logo no início desse ano, mas acabei hesitando em fazer isso - até que me esqueci dela. Enfim, após quase três meses, aí está. E outra coisa, peço desculpas pelas fotos acima não estarem lá aqueeelas belezuras... Dá para notar que eu não sei fotografar nem meu nariz (quanto menos o do Mario), e a câmera que utilizei, de celular, também não ajudou tanto. Mas as imagens apresentadas conseguem ilustrar o texto, certo?